Usabilidade e utilidade

Bibliothinking
2 min readMay 13, 2023

No post de hoje, vamos ver os níveis de experiência que são considerados essenciais em qualquer produto: utilidade e usabilidade.

A utilidade é o ponto de partida de qualquer produto. Esse atributo deve responder a seguinte pergunta: “para que serve esse produto?”. Sem uma utilidade clara, as pessoas não enxergam valor ou propósito. Simples assim.

Para criar produtos que as pessoas precisam, é importante entender suas dores e necessidades. A aplicação de métodos de pesquisa é fundamental nesse processo de descoberta. (tema do meu post sobre Pesquisa de Design).

De acordo com a norma ISO 9241–11, de 1998, usabilidade é “a medida pela qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico”.

A usabilidade tem origem na ergonomia, uma disciplina que estuda as interações entre seres humanos e outros elementos ou sistemas com o objetivo de otimizar o bem-estar e a performance durante o uso.

Para Jakob Nielsen (NN/Group), a usabilidade é formada por 5 componentes:

  1. Facilidade de aprendizado: esforço necessário para aprender a interagir e usar um produto.
  2. Eficiência: tempo que as pessoas levam para cumprir tarefas com o produto.
  3. Memorização: após um tempo, as pessoas vão se lembrar como funciona o produto?
  4. Erros: se o produto levar a um erro, é a possibilidade de contornar o problema e cumprir as tarefas.
  5. Satisfação: qual a emoção gerada ao usar o produto? É agradável?

Há ainda um terceiro nível de experiência que poucos produtos atingem: despertar o desejo nas pessoas.

A desejabilidade é um atributo gerado pelo alto nível de satisfação e encantamento, aquele fator uau, por sua facilidade de uso, estética agradável, resposta rápida e resolução eficiente de uma tarefa, entre outras qualidades.

Quer saber mais sobre esse assunto?

Também recomendo a leitura do post O que é Pesquisa de Design, por que e quando fazer, e depois?

Esse artigo foi publicado originalmente no site Bibliothinking.

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Oi, sou a Lygia Canelas, aqui eu falo sobre UX Design, UX Writing e Arquitetura da Informação.